segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

PAVILHÃO BIENAL DO ALTO TIETÊ - ARTPONTO.ORG DE LÍBANO CALIL

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MATÉRIA DA SEMANA

"CARLOS OSWALD

O MESTRE DA CALCOGRAFIA BRASILEIRA"

LEIA EM A REVISTA TEXTO DE 
PAULO LEONEL VERGOLINO

Um Bosque] , 1908 água-forte 17,6 x 24,8 cm [mancha]24 x 30 cm [papel] Acervo Banco Itaú S.A. (São Paulo, SP)


Carlos Oswald ? Considerações Sobre O Mestre da Calcogravura Brasileira.
Paulo Leonel Vergolino

Por meio da gravação, gerando signos, organizando-os como linguagem poética, o artista procura um sentido.A técnica empregada é um canal de comunicação do ser com a matéria. É um processo de concepção contínua, cujos momentos são indissociáveis e igualmente privilegiados.1


Pode-se dizer que o Brasil, atualmente, está muito bem representado por artistas gravadores. Se reunirmos todas as regiões brasileiras, veremos que esta antiga arte ainda está viva e pulsa em uma profusão de estilos e técnicas diversas. Alguns artífices são pioneiros na arte de gravar e não devem deixar de ser mencionados, pois labutaram nessas terras desde o início do século XIX. É o caso do padre mineiro José Joaquim Viegas de Menezes (1778-1841), responsável pela impressão de um pequeno livro realizado em 1807 e que estampa em sua capa, os retratos do então governador de Minas - Ataíde e Mello e sua esposa.

Logo após a chegada da Família Real ao Rio de Janeiro, em 1808 (acontecimento considerado benéfico à nossa então incipiente Colônia) D. João VI (1767-1826) trás entre outros milhares de objetos pertencentes ao seu espólio, o que viria a ser o núcleo da coleção mais antiga do atual Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, bem como, alguns anos mais tarde, são trasladadas grande quantidade de gravuras em metal e 498 matrizes referentes à cartografia, botânica, zoologia entre outros, vindas da Oficina Lisboeta do Arco do Cego (1799-1801) acervo importantíssimo para a história da Gravura portuguesa e brasileira e que hoje pertence à Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro.

Em 1816, graças à atuação do monarca recém chegado, contamos com a vinda da famosa Missão Artística Francesa, chefiada por Joachim Lebreton (1760 - 1819) da qual fazia parte o pintor e gravador Jean Baptiste Debret (1768-1848), são instauradas uma série de melhorias no País, entre elas: a criação do Banco do Brasil, a abertura dos Portos às Nações Amigas e a tardia fundação da Imprensa Régia, núcleo do primeiro conjunto de gravadores ? É em torno da Impressão Régia que se dá o movimento inicial da gravura no País.2

Observa-se entre nós, a partir de então, a presença de numerosos artistas pintores, escultores e gravadores de relevante importância; Em se tratando especificamente de artistas e que também atuavam no campo da gravura, nomes como Henrique Alvim Corrêa (1876-1910), Modesto Brocos y Gomez (1852-1936), Pedro Weingartner (1853-1929) e Raul Pedrosa (1892 ? 1962) aventuraram-se por terreno virgem, em uma região que ainda engatinhava no ensino e difusão das Artes Plásticas

Gradativamente se desenvolve, a partir do século XX, uma nova concepção da forma de gravar. A gravura, antes vista como apenas um meio de reprodução, inspirada no trabalho de terceiros, passa a sair diretamente das mãos de quem a concebeu, passando a ser vista como meio de pura expressão, denominando-se gravura artística.


Entre esses mestres está um de primeira grandeza - Carlos Oswald (1882-1971) que chega ao Brasil, pela segunda vez em 1913, já dono de formação em arte e música.O artista porém, já havia sido premiado em terras brasileiras, em 1904 (Menção Honrosa) e 1906 (Medalha de Prata) quando enviou, por intermédio paterno, pinturas para a Exposição Geral da Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro.Vinha com a intenção de realizar mostra de seus trabalhos e retornar à Florença. Seu pai, o maestro e compositor brasileiro Henrique Oswald (1852 ? 1931), que fora chamado a ocupar a direção do Instituto Nacional de Música do Rio de Janeiro, gradativamente sente a necessidade de transferir a família da Itália para o Brasil, o que é concretizado.

Carlos, que optara pela pintura e não pela carreira de música e engenharia, é impedido de retornar à Itália, pela eclosão da 1° Guerra Mundial na Europa.

É pertinente citar que o artista já executara gravuras em água-forte antes de sua vinda (da Série Florentina) e somente em 1908, gravou doze chapas: Velho carvalho, Ciprestes, Um bosque, Centauro, Palmeira, Tartarugas e patos, Oliveiras, Bois à tarde, Bordando Sozinha, Rapto das sabinas, Auto-retrato e Alfredo Oswald 3 Estudou gravura à época com o água-fortista norte americano de ascendência alemã - Carl Strauss (1873-1957) e que, segundo Maria Isabel Oswald Monteiro, foi o seu único mestre.

Aqui o artista se integra à vida cultural carioca e logo é convidado em 1914 para inaugurar e dirigir a Oficina de Gravura do Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, entidade vinculada à Sociedade Propagadora das Belas Artes.

Em 1911, Modesto y Brocos foi encarregado, pela direção do Liceu de Artes e Ofícios, de trazer da Europa todo o material necessário para a organização de uma oficina de gravura em metal. Indicado inicialmente para a orientação da mesma não chegou a assumi-la. Chapas de cobre, tintas, pontas, buris, vernizes, inclusive uma prensa elétrica, seriam a herança que Carlos Oswald receberia intacta para iniciar seu trabalho pioneiro de professor e divulgador da gravura em metal no Rio de Janeiro, em 1914 4

Ao analisarmos a obra do artista nesse período,observamos que é dada grande importância à forma. Entre os temas mais recorrentes estão a paisagem, a figura humana e a vida animal; seu traço firme, composto de jogos de claro-escuro corretos, já eram a marca que o acompanharia por quase toda sua carreira, com exceção das ultimas obras, executadas já com deficiência visual avançada. O artista produziu, indiscutivelmente, obras de cunho impressionista de extrema beleza.

Em comparação ao numero bem superior de gravuras em preto e branco é necessário pontuar que o artista antes mesmo de gravar sua primeira chapa no Brasil, já executara obras utilizando tinta colorida.Nota-se a mesma precisão na técnica e riqueza de detalhes no conjunto, acrescida pelo toque vivaz da cor.Segundo o professor e pesquisador Orlando DaSilva, o artista já produz a sua primeira gravura em cores, em 1910 ainda na Europa.

Nesse período, considerado seminal para a arte da gravura em metal no Brasil, o artista trabalha com afinco, sulcando um sem número de chapas e lutando para ganhar adeptos. Sua atuação como professor é fundamental para que a técnica passe a ser reconhecida, respeitada e divulgada. Imprime caráter expressivo à arte da gravura e busca apoio para suas idéias, em uma sociedade que ainda a via como mera representante técnica e apenas um processo de reprodução menor, longe de qualificá-la como arte em si.

(...) A adesão buscada por Carlos Oswald significava um redirecionamento dos propósitos da técnica, cuja marca fundamental, entre nós, ainda era a valorização de uma artesania requintada para a reprodução de obras, para a execução de retratos, para a produção de papéis comerciais ou registros documentais. Muitos dos artistas conhecidos que atenderam ao apelo de Carlos Oswald não compreendiam o caráter expressivo destacado pelo artista, considerando, até então, desenho e gravura com a mesma natureza, encontrando nesta um recurso para a reprodução daquele 5

Nos anos 1930, continua o ofício de ensinar, superando todas as adversidades, entre as quais o fechamento de sua oficina em 1920 no Liceu de Artes e Ofícios do Rio.Na reabertura do mesmo dez anos depois, o emérito professor pôde contar entre seus alunos, com nomes que hoje fazem parte da moderna e premiada gravura artística brasileira: Poty Lazarotto(1924-1998), Hans Steiner(1910-1974), Darel Valença Lins(1924), Henrique Carlos Bicalho Oswald ? seu filho(1918-1965), e Orlando DaSilva(1923) que futuramente iria se tornar o maior conhecedor vivo da obra de seu mestre.

Paralelamente ao ofício de gravador, desenvolve intensa atuação no campo da pintura, técnica em que emerge com trabalhos datados desde início do século XX. As telas Supremo Esforço, de 1909 e Trio, adquirida em 1930 pelo Museu de Belas Artes do Rio, permitem a análise mais acurada de composições maduras, decididas, de perspectivas apenas usadas para permitir o livre emprego do colorido vibrante e sem excessos. Atua também, nas áreas de vitral, pintura mural e ilustração.

Suas obras de caráter religioso são dignas de nota, executa inúmeras gravuras, pinturas, desenhos e guaches ligadas ao tema sacro, é dessa época sua primeira Via Sacra, realizada em 1934, o que lhe vale, em maio de 1957, uma Comenda - A Ordem Eqüestre de São Gregório Magno, conferida pelo Papa Pio XII (1876 ? 1958). Seu nome se liga ao do engenheiro carioca Heitor da Silva Costa (1873-1945) na concepção do monumento máximo brasileiro - O Cristo Redendor, inaugurado solenemente no morro do Corcovado em 1931. É de seu atelier que saem para Paris os croquis que possibilitariam a execução da obra pelo escultor francês de origem polonesa Paul Landowski (1875-1961).

É inegável a atuação de Carlos Oswald no meio artístico da época, participando de Salões de Belas Artes, organizando exposições, sendo membro de júris e colaborando com inúmeras matérias de jornal e artigos sobre arte e religião em numero significativo. Foi dele a primeira exposição de águas?fortes, junto com seus alunos, realizada em 1919 no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, tendo como intuito maior divulgar a gravura como meio de expressão artística.

É licito citar que o artista manteve ateliê de gravura no Rio de Janeiro, em três diferentes momentos, conforme nos informa o pesquisador Carlos Roberto Maciel Levy - inicialmente no Liceu de Artes e Ofícios (entre 1914 e 1919); na Biblioteca Nacional (entre 1920 e 1930); e novamente no Liceu de Artes e Ofícios (de 1930 a 1950), são portanto quase quarenta anos a frente do ensino e difusão da arte de gravar no País.

Nos anos 50, Oswald passa a contar com a colaboração de seu filho Henrique Carlos Bicalho Oswald que posteriormente, e por pouco tempo, ocupa seu lugar. Em 1953 a cadeira é ocupada por um outro aluno de Carlos - Orlando DaSilva, que imprime à sua turma uma didática ainda mais livre, possibilitando a entrada como aluno, de qualquer interessado em aprender calcogravura.

Em 1957 Carlos Oswald publica o livro autobiográfico Como me Tornei Pintor e em 1962 tem quase todas as suas obras gravadas, bem como obras de seus alunos, doadas ao Museu Nacional de Belas Artes. Através dessa atitude, a instituição passa a ter sob sua guarda e de forma praticamente completa, a obra gravada do artista. Ao completar 80 anos o artista recebe placa comemorativa nas dependências do museu.Governos posteriores extraviaram a placa e, Alcídio Mafra de Souza ? Diretor do Museu à época, corrigindo a falha, nomeou a sala permanente de gravura no museu, com o nome do artista.

O artista, mesmo com a visão debilitada, ainda produziu em 1969 um último álbum editado pela GAE ? Gravura de Arte Editora: Carlos Oswald, o gravador - Catálogo Raisonné, de Orlando DaSilva, com cinco gravuras assinadas, entre elas um auto-retrato. Nesse retrato, dá adeus à forma, à imagem.Sentimos nela o sorriso de tranqüilidade que seus lábios nos ensinam.É sua última aula gravada 6. O artista faleceu em 1971 em sua casa de Petrópolis.

Em 1979 é realizado um Álbum póstumo editado pela galeria paulista Graphus, em tiragem de 100 exemplares.As matrizes, divididas em cor e PB, em numero de dez - foram restauradas pelo gravador e desenhista Marcelo Grassmann e impressas pelo mestre Roberto Grassmann e segundo nos informa Anna Letycia e Marco Buti em seu livro ? Gravura em Metal, o trabalho de restauro e impressão se estendeu por cerca de um ano e só foi possível, graças a um golpe de sorte ? quando o gravador Marcelo tomou para si a responsabilidade de reimpressão em cores das matrizes de Oswald, verificou que só seria possível se descobrisse, que cores foram usadas pelo artista à época - Casualmente elas estavam lá, escondidas nas marcas de dedos deixadas nas matrizes originais, quando se verificou o verso.

Depois de sua atuação, o ensino formal da arte da gravura passa gradativamente a estender-se por todo o país, ganha mais e apaixonados adeptos, que cuidaram de levar a máxima potência outras técnicas - nomes contemporâneos ao de Carlos Oswald, devem juntar-se a ele como pioneiros, pois trilharam carreiras incompreendidas, árduas, porém realizando obras de rara beleza ? Oswaldo Goeldi (1895 ? 1961); Raimundo Cela (1890 ? 1954); Lívio Abramo (1903?1992) e Lasar Segall (1891-1957) A despeito de suas mais variadas influências e objetivos, nos deixaram uma reunião de trabalhos de fundamental importância para o estudo das artes plásticas, acrescida talvez da mais relevante lição de uma obra gravada - o caráter eminentemente democrático que a reprodutibilidade alcança.



1 ? BUTI Marco e LETYCIA Anna (orgs.) Gravura em Metal.Editora da Universidade de
São Paulo/ Imprensa Oficial do Estado, 2002, p 13.

2- TEIXEIRA LEITE, José Roberto. A Gravura Brasileira Contemporânea.Editora Expressão e Cultura SA, 1966, p 02

3- OSWALD MONTEIRO, Maria Isabel. Carlos Oswald (1882 ? 1971): Pintor da Luz e dos
Reflexos.Rio de Janeiro, 2000, p. 63;

4- OSWALD MONTEIRO, Maria Isabel. Carlos Oswald (1882 ? 1971): Pintor da Luz e dos
Reflexos.Rio de Janeiro, 2000, p. 87;

5- TAVORA, Maria Luisa Luz.A Gravura do Liceu de Artes e Ofícios ? RJ:tensão entre
métier e meio expressivo, 2007, p 382- 383 Disponível em: http://aprender.unb.br/
File.php/1148/textos/ A Gravura do Liceu de Artes e Ofícios ? RJ:tensão entre
métier e meio expressivo ? por maria luiza tavora.pdf;

6- DASILVA, Orlando.Carlos Oswald no Museu de Belas Artes do Rio de Janeiro,
1982,p23.

Bibliografia Consultada:

1- OSWALD MONTEIRO, Maria Isabel.Carlos Oswald (1882 ? 1971): Pintor da Luz e dos
Reflexos.Rio de Janeiro, 2000, p.221;

2 - TAVORA, Maria Luisa Luz.A Gravura do Liceu de Artes e Ofícios ? RJ:tensão entre
métier e meio expressivo, 2007, p 382- 383 Disponível em: http://aprender.unb.br/
File.php/1148/textos/ A Gravura do Liceu de Artes e Ofícios ? RJ:tensão entre
métier e meio expressivo ? por maria luiza tavora.pdf;

3 - DASILVA, Orlando.Carlos Oswald no Museu de Belas Artes do Rio de Janeiro,
1982,p.102;

4 ? DASILVA,Orlando.A Arte Maior da Gravura ; participação gráfica de Marcello
Grassmann.ESPADE, São Paulo, 1976, p.125;

5- COSTELLA, Antonio F. Introdução à gravura e à sua História.Campos do Jordão,
2006, p 141;

6- ARAÚJO, Olívio Tavares de. A gravura e Lívio Abramo.São Paulo; Instituto Tomie
Ohtake , 2006, p 175;

7- MARTINS, Carlos; PICOLI, Valéria et al. Impressões Originais: A Gravura desde o
Século XV - Tradução John Norman.São Paulo: Art Unlimited, 2006, Edição
Bilíngüe, p 144;

8- OSTROWER, None (coord.).Os Caminhos de Fayga Ostrower .Rio de Janeiro: Caixa
Cultural RJ, 2006, p 88;

9? LEITE, José Roberto Teixeira.A Gravura Brasileira Contemporânea.Editora
Expressão e Cultural, Rio de Janeiro, 1966, p 70;

10- A Gravura de Lasar Segall. ? São Paulo: Museu Lasar Segall; [Brasília]: Ministério da Cultura / SPHAN/ Fundação Nacional Pró-Memória , 1988;

11- LOUZADA, Julio. Artes Plásticas ? Seu Mercado Seus Leilões.Companhia
Lithográphica Ypiranga, 1984, p 1142;

12 ? BUTI Marco e LETYCIA Anna (orgs.) Gravura em Metal.Editora da Universidade de São Paulo/ Imprensa Oficial do Estado, 2002, p 296.

13- OSWALD, Carlos.Como me Tornei Pintor.Editora Vozes, Petrópolis, 1957, p
250.



A REVISTA É UM ÓRGÃO DA

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Líbano Montesanti Calil Atallah


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BIENAL DO ALTO TIETÊ

Em 2001 sob as batutas enérgicas de Nerival Rodrigues, foi criada a Bienal, contra todas as correntes, veio marginal, sorrateira, reunindo os artistas da terra, verdadeiros e que nunca antes estiveram evidentes, mas todos realmente talentosos, os mesmos, agora pela primeira vez, catalogados.
O respeitado mestre trouxe para sua trupe aqueles que ergueriam, do desconhecido, o nome da Bienal. Colocada no podium dos grandes eventos culturais, este que agora passaria ao tempo definitivo.
Instalada dentro do Memorial do Alto Tietê e em harmonia com sua atualíssima arquitetura a exposição agasalhada, teve a importância que merecia grandiosa e imponente, revelou os artistas que toda a região ainda não tinha aprendido a respeitar. Os mesmos que trouxeram os olhares dos críticos de todo o mundo para o Alto Tietê.
Prezados colegas de artes, atentem, agucem a curiosidade, pois a Bienal navegou pelo tempo sem fim e já está para inaugurar sua quarta exposição.
Vamos transcorrer sobre o três eventos já realizados.
Quem tiver interesse a ARTPONTO,
em seu departamento BOOK está documentando para estudiosos, o dito evento. Também se dispondo para responder e enviar notícias aos interessados.

Líbano Montesanti Calil Atallah
Artista plástico
Professor
presidente da 


TV ARTPONTO




INTRODUÇÃO HISTÓRICA

Outrora integrada à Capitania de São Vicente, a Região do Alto Tietê encontra-se entre as Serras do Mar e Mantiqueira, sempre oferecendo boas perspectivas ao desenvolvimento humano em seus múltiplos aspectos, inclusive às artes.
I
Seguindo seu ciclo natural de vida, a região em cujo bojo se situa Mogi das Cruzes, fez-se presente na história
do Brasil já a partir do século XII. A região tem recebido, em seu solo, personagens que vieram dignificá-la em fartas páginas da História, onde exemplos de vida vivificam no povo seus marcantes rastros.
No setor artístico desde os idos coloniais ao contemporâneo, aqui estiveram entre outros Jean Baptiste Debret, o autor de alguns dos mais importantes documentos d~ iconografia histórico-sociológica do Brasil; Flávio Shiró, artista do movimento Pós-Modernista, descoberto por Mário de Andrade, grande pesquisador sobre o folclore na região: Miguel Barros, natural do Rio Grande do Sul, conhecido no cenário-cultural brasileiro como ?Barros, o Mulato", mestre da pintura clássica brasileira; Professor Antonio Ferri, pintor impressionista; Leôncio Carrasco Duran,. artista abstracionista cósmico, inventor do azul ?exclusivo?; Lúcio Bittencourt, que, através do convívio Gom a natureza?desde a infância, (aprendeu a transformar as sucatas em belas e colossais esculturas com tendências para-realistas; Maurício de Souza, aqui residindo até a década de 70. É considerado o mestre do desenho em quadrinhos, que tão bem permeia o universo infantil de forma criadora universal).

Muitos outros artistas de renomes internacionais embora naturais de outras paragens, optaram pelo Alto Tietê como Somo Harada, mtista e professor de artes; Van Der Wiel, autor de esculturas monumentais como o monumento ao imigrante japonês; Manabu Mabe, grande escultor, autor da "Pedra Mabe" representando a mãe-mitureza grávida. numa alusão à fertilidade da terra; AkinOli Nakatani, exímio escultor, cuja técnica trazida do Japão, é yeiculada à série orgànica: Alfredo Volpi, pintor impre.ssionista italiano que retratou os casarios mogianos (becos), as bandeirinhas de suas telas foram inspiradas nas festas folclóricas mogianas.
Observamos. no final do século XX, uma efervescência cultural retratada em novos talentos, somando-se aos já

consagrados que. com perseverança e abnegação, representam a região no Brasil e no exterior.
Respaldando-se nessa tradição em busca de novos horizontes, nasce a Primeira Bienal do Alto Tietê, propondo­se a ontribuir para o autoconhecimento e. portanto, pm 'a o progresso cultural da região. Será esboçado um painel do Brasil através da retratação das várias identidades que o compõem como um mosaico, Pois é. através da cultura. que partimos para a definição quanto ao fururo do país, Afinal urge valorizar nossa História. que também é escrita com o 5@lgue do- ~ . ~taS e dos poetaS, ..
Prof ' .\lana !maculada ,\fartill5 !shibashi - Poew e Escritora .l!el ';ÍJro da [ 'BE Cnião Brasileira de Escritores), 


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MATÉRIA DA SEMANA


JOÃO CASTILHO NETO
ARTE É FODA ! ou FODA-SE A ARTE Lembrei daquele grafite do Jonh Hovard da cobra que come o rabo ( Deus se come-se ) que acho quié tirado do Vedas . Segundo definição de Ignacio de Loyola Brandão Se Foder quer dizer fazer relação sexual com sí mesmo. A arte acaba devorando o artista. Monsier Duchamp e os dadaistas que lutavam contra o endeusamento da arte acabaram ícones. O pop que nasceu como crítica à sociedade de consumo seguiu os passos de Dali & Picasso e virou griffe com Andy Warol. Às vezez me perguntam o que é arte . A melhor definição que ouvi foi de Antonio Bispo do Rosário : " Arte é algo que fazemos para não ficar loucos " . Pessoas há que quando me apresento como artista plástico perguntam: Você pinta retratos. Não ? Paisagem ? -Existe uma fronteira meio etérea que separa o que é artesanato/ o que é ilustração/ grafite /colagem/sticker/lambe-lambe/pixo. A arte manual e a arte reproduzida. Eu que consigo vender quando muito um trabalho por ano e passo mais dois anos para receber fico com uma baita duma inveja do romero brito que fez sucesso em miami retratando celebridades e hoje vende suas bugigangas até em feira de Quixeramobim. Já tem até em Mogim ! Essas elocubrações foram pra expressar proliximamenteanbiguo as impressões que colhi do foro : Segundo umcarinha Mogi não precisa de um Museu por que já é um( no sentido de velharia). O conceito é velho . Museu hoje é Memória e enquanto se tem memória se é vivo e atuante.Mas ainda acho que não é dessa vez que sai Museu /Centro Cultural e o escambal. O ano é de política. de Copa. Fim de Mandato. O que vem por aí é viaduto... Nem vai dá pra nóis armá a barraquinha !


Wilson Watsombrero
Sensacional, Castilho acredito que cada um que ler essa definição/demonstração de arte, já estará fazendo um pouco pra mudar esse quadro embaçado. Obrigado por nos tocar com mais essa bela Obra.
Sueli Galvani
O político que disser prometer que irá fazer do prédio da telefônica um museu de artes.para os artistas de Mogi e região te.o meu voto .
Zeti Muniz de Queiroz
Arnold Schwarzenegger,antes de ter sido eleito governador,parou em frente de um rapaz com cara de fome e precisando de um banho que estava pintando uma tela,e disse p/o rapaz me vende esta tela e vá tomar um banho e comer algo!o rapaz agradeceu e obedeceu na hora!No dia seguinte Arnold e sua esposa volta até o rapaz e diz:Minha esposa quer te conhecer e encomendar alguns trabalhos seus!o rapaz claro atendeu aos pedidos da esposa do ator.Contente Arnold,declara que se for eleito governador; volto te buscar!E cumprindo sua palavra mandou chamar o rapaz e fez uma proposta de trabalho em sua secretária , o rapaz aceitou não poderia perder esta oportunidade,um dos projetos era deixar o estado mais colorido.E o ator que tinha virado Governador disse:então rapaz um artista reconhece outro,vamos acertar seus documentos,da onde vc vem e qual é seu nome?o rapaz diz:sou brasileiro e meu nome Romero Brito.João Castilho,companheiro do beco do sapo,temos alguns espaço a disposição para exposição de suas artes a hora que quiser,poderá escolher local,dia e




 
Mauro Martins
É DuCastilho....
Kira Luá
Pior... voce falou a maior verdade...
Waldir Vera
Mas nos temos como mudar esta merda toda, pelo menos ainda é no que podemos acreditar...!
Rogério de Moura

Ao MANIFESTO CASTILHANO! Andy Warol foi um mito criador, criou conceitos que revolucionaram a idéia de marketing e o modo de ver arte, ele quis trazer a arte ao ao alcance de todos, que é o está acontecendo hoje... o problema foi que o marketing superou essa ideia e conduziu a arte ao lugar comum. O trabalho do Romero Britto, em sua origem, tem conceitos interessantes, mas o mercado transformou-o em ilustrador, perdeu as qualidades de artísticas e ganhou conotações de artesanato... não é mais um artífice criador e sim um artesão repetidor... acontece muito por ai! Fica cansativo, vira carne de vaca, o trabalho se esvazia da ética artística e sua função social deixa ser um objeto estético pra se tornar um objeto de decoração. Em qualquer lugar nas ruas, nos muros, nas roupas, no sofá, até nas bundas popusudas, é o "funk" das artes visuais. Enfim, estamos no tempo do qualquer jeito e qualquer coisa está bom, o importante é se expressar, ser protagonista, poder consumir o que quiser... e não indivíduo. Salve Paulo Maluf e sua célebre frase: "os fins justificam os meios". Ou seja: "eu roubo, mas faço". Que é que tem as qualidades artísticas de uma Castilho, são poucos, quem é que tem todo esse despojamento... Castilho professa o que diz. Assim seja!

Valdir Mello

...quantos votos um cara que tem senso crítico, é humanista, culto, tem arte correndo nas veias, tá no movimento, e um monte de etc... pode levar às urnas para eleger um cara que não tem nada disso aí de cima para ser político de carteirinha e pra não correr atras de cultura, e talvez de porra nenhuma, que pode sim ser mola de propulsão, transformadora, ...êpa, peraí... parece que esse filme passa toda hora e só assistimos...é só um desabafo... também não sei como mudar...
Gabriel Leandro Batista
Artista-filósofo multicultural!
Jorge Beraldo grande castilho, vamos expor no buraco do marco
Magna Dan gostei da definicao de arte ....e o q fazemos pra nao ficarmos loucos....
Libano Montesanti Calil Atallah Eu penso que o Castilho entende de arte. Este texto dele é uma bela obra. Valew Castilho!
Magna Dan sim....falou bem...
Danilo Scarpa a arte está na vida e ela está passando!
Claudia Sant'Anna Cara...Voce é demais.
Miled Andere Além de um grande artista é filósofo!
Claudia Sant'Anna Zeti Muniz de Queiroz...Zeti.......que nobre.
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